Procuram-se Vendedores de “Sentimentos”
Esta frase poderia certamente resumir os requisitos básicos para divulgar uma vaga no setor de hotelaria.
Há alguns anos atrás, normalmente destinos e meios de hospedagens eram escolhidos e avaliados basicamente a partir de sua estrutura física, ou seja, um “grande” hotel era aquele que tinha um bom banheiro e uma ótima cama.
Hoje, não que estes itens deixaram de ser importantes, mas muito além disso, os clientes, compram um “pacote” e este deve indispensavelmente incluir alguns componentes intangíveis, invisíveis, impalpáveis, mas, de uma relevância impar.
Clientes contemporâneos compram sentimentos, experiências, momentos de felicidade e descontração, a boa cama e a bela ducha de um hotel, passaram a ser commodities, encontra-se na esquina de casa.
Vivemos a época em que entra em cena com um grande “poder” de decisão, um “pequeno” cliente até então ignorado e sem qualquer importância nas estratégias de marketing dos hotéis. Há pouco se despertou para a grande influencia deste, que além de tudo, seja talvez o mais verdadeiro e realista de todos os clientes, não se deixa enganar pelas falsas propagandas nem se encanta facilmente com uma arquitetura imponente, mas rende-se aos encantos de uma experiência, de alguns momentos de atenção, de uma brincadeira de bom gosto, de um sorriso amigo. As CRIANÇAS são hoje grandes e verdadeiros consumidores de sonhos de características que apenas os hotéis modernos e humanizados podem oferecer.
Embasados por estas observações, reforça-se a conclusão de que cada vez mais faz-se necessário trabalhar com profissionais que não vêem no emprego apenas uma fonte de sobrevivência, mas que compartilham deste sonho com os clientes, evidenciando que na era das máquinas o ser humano é ainda mais importante nas organizações, porém, somente ele, cada um na sua individualidade pode definir o grau desta importância, inclusive racionalizando seu lado robô, deixando de sentir-se mais uma máquina e partilhando das experiências humanas.
A cada dia, os profissionais que souberem “vender” sentimentos, se destacarão em relação aos que se tornaram reféns do salário e agem como máquinas implorando para serem tratados como humanos.
O SUCESSO OU O FRACASSO É UMA QUESTÃO DE ESCOLHA...
Geraldo Magela Boaventura
Graduado em Hotelaria e pós
Graduado em Gestão de
Talentos Humanos e Marketing
Publicada em 24/10/2009
R. José Daniel, 55 - São João